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Livro de Poemas

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

O melhor presente

O melhor presente é o amor presente.
O amor presente em todas as datas comemorativas
Em todas as atitudes
Em todos os gestos
Em todas as intenções e ideias
Em cada olhar
Em todo movimento
Em cada julgamento;
O amor presente, conjugado no presente e no futuro.
Assim, amanhã, o amor será também presente em todos os tempos e lembranças _ do passado remoto ao futuro inimaginavelmente distante.
Assim, o amor será o melhor presente, incontestavelmente real.
Portanto, nunca se esqueça de que:
O melhor presente é o amor presente.
Tudo que fizer, faça com amor;
E tudo que fizer com amor, senão quando feliz,
Faça-o ao menos contente.

domingo, 17 de janeiro de 2016

O mensageiro e a flor Salce




O mensageiro                   
Bate em minha porta delicadamente, respeitosamente
Sem receios ou expectativas
Como bom mensageiro simplesmente cumpre sua missão.
_ Eis tua encomenda! _ grita.

Tive bons pressentimentos, expectativas,
Ia quebrar a rotina.

Mas antes mesmo de abrir as portas já deleguei tarefas.
_ arrume essa bagunça!
E dei início à seleção de palavras, pois é esse o meu ofício: dar sentido à voz; só assim, às vezes escapo das garras da melancolia.

Por isso recruto palavras, as ordeno, as unifico e as espalho tal qual o vento espalha sementes aleatoriamente em um jardim.

As palavras são rebeldes e eu rude.
Eu as educo, elas me corrigem.
Assim seguimos horas a fio tecendo sentidos
E de vez em quando brotam flores da minha ilusão.

Quanto tempo elas duram?
Uma eternidade, um segundo...
O tempo de um amor.
O tempo de um amor perfeito, um verdadeiro amor... Eis o que procuro: amor!
E no amor o sentido da palavra amor.
Humanizadas, as palavras, finda a rispidez.

Ainda ontem, cedinho, dois monossílabos coloriram a primavera; ainda assim houve sensaboria pela manhã.
É que a vida exige boa harmonia, e se as cores não combinam a vida fica sem graça.

Mas surgiu luz. E o dia então se molda e se identifica pelo seu brilho cujos dedos longos tocam a natureza das existências. E naquela hora a natureza se regozijou e eu senti meu rosto como se beijado por um raio de sol.

A flor Salce surgira ainda pela manhã, logo após insípido café.
_ Prazer, Salce.

E quem diria que aquela manhã tornar-se-ia na primeira manhã de uma nova estação.

Escapou-me o primeiro nome.
Mas sentido, entretanto, não estava na palavra diferente, até então desconhecida, que traz em si humor inocente e frio. O sentido estava no brilho e nas ondas que coloria o instante. Nascera ali o dia e um novo tempo.

Eu tinha as encomendas e o mensageiro.
Além do mais eu tinha afazeres.

Eu que existia para colher poemas alheios passei então a cultivá-los.
Mas como são rebeldes as palavras! E como era rude meu coração!...

E o mensageiro entregou-me, além das encomendas para o meu ofício, recomendações:
Antes de tudo sejas prudente, tendes paciência, e separe do que receberes a emoção e a razão.

Eu, logo eu que apenas apanho palavras alheias!?
Justo eu que nunca preparei canteiros
Nunca cerquei o jardim nem conheço os limites do meu quintal, agora ter de regar flor tão rara e desconhecida!...

Tenho experiência em ser rude.
As desilusões me ensinaram coisas.
Do amor perfeito o que fica são lembranças, o mais é efêmero; é como a beleza inesquecível de uma flor que dura apenas um dia.

Mas o mensageiro do tempo, o dia, trouxera-me a nova flor: A Flor Salce.
Tênue rubor nas faces
Aveludada flor
Reluzente e gris,
Fruto de todas as estações.
O que dizer?! É meu maior encanto.
É meu amor.
É minha paixão...

Desde então eu só quero contemplá-la!
Agora tenho que zelar, cultivar sonhos e colher palavras...

Eu só queria contemplá-la,
Tocar em tuas mãos macias,
No cabelo caído sobre os ombros,
Contemplar teus olhos pacificadores e navegar...

Navegar ao som de invisíveis violinos, voz que só eu ouço.
Flutuar como espécie minúscula, de plumas leves, sobre mar tranquilo, sentindo o teu perfume e ouvindo tua voz,

Porque em ti, Luciane Salce, encontrei o sentido da palavra amor.


sábado, 9 de janeiro de 2016

No oito às 14:00_retrato



À hora do almoço cessa a aflição.
Esqueço planilhas, segurança e compromissos.
É tempo de descanso.

A vaidade alimenta o orgulho e o contentamento oculta o nervosismo; assim se equilibra o homem vivido.

Às vezes as emoções se revezam.
O homem que anda tem os pés no chão, mas sua alma flutua.

Todos os olhares perseguem a beleza, ele atravessa, passo a passo, lado a lado com o encanto.

O que posso eu querer mais além de salada, arroz e feijão?
A inveja passa voando, da meia volta e paira sobre mim, mas é ruim de mira.
Outro pássaro gigante me assusta, mas não é ave de rapina.
Predadores rondam, miram, espiam.

O brilho da estrela ofusca a juventude e o sol escaldante desafia-lhes a fantasias.
_ Atravessemos a rua.
_ Vamos.

A mesa é farta.
Tem molho pra todo gosto
E legume combina com tudo.
Preferimos peixe, purê e maionese.
Dispensemos sobremesa.

Quisera ser cavalheiro, segurar a cadeira, provar e aprovar um bom vinho... quem sabe um dia.
Flores sempre hão de existir, um beijo na mão, uma música, uma poesia...
Quem sabe um dia.

“É duro não saber em qual ponto a gente se encontra no tempo.”, pensei, mirando aqueles olhos.
Metáforas
“Morrer de sede em frente ao mar...” _ Djavan.
“Será que é feliz? Qual será o seu maior sonho?”
Se eu pudesse ler sua mente, penetrar seu coração!...

Cotovelos na mesa
Inquieta
O olhar busca uma lembrança.

E disfarço minha desilusão e sufoco meu desespero.
Então a interroguei, passado e futuro.
Mas o que eu queria mesmo era o presente.
O presente e seu olhar
O presente e seus lábios, seu abraço, pra sempre tão boa companhia.

Cotovelos na mesa
O olhar busca uma lembrança.
Este é o momento, pensei, eu te amo!

Antes das 15:00:
A conta
Chiclete
Afazeres.

No fim do dia agradecimentos.
E por ser sexta já sinto saudades.


sábado, 2 de janeiro de 2016

Nasceu!

Enfim é chegada a hora
A tão esperada hora
A hora da graça
A boa hora
A hora da luz.
Acabara de nascer _ o filho do tempo _, é lindo.
Faltou-lhe fôlego, brevemente,
Mas agora está tudo bem.
Inspirou e respirou
Suspirou fundo
Chorou.
E ao abrir os olhos sorriu pasmo.
Ai, houve uma explosão de alegria.

As luzes cegam no primeiro instante, isso é natural, é assim para com todos até que...
Até que se envelheça e se aposente do ofício da contabilidade.
No entanto pernecerá para a eternidade seus feitos e os efeitos, somando-se aos demais. Portanto, permanecerá sendo contabilizado.

O destino é o que é, e quando eterno é eterno e inalterável.
Mas com o passar do tempo cresce algo como dedos e eles se alongam _ é para acariciar e seduzir as almas _ para assediá-las _ e as pega por trás a cada momento de glória ou vacilo.

Esses longos dedos nascem de um único instante chamado segundo.
E esse instante se multiplica em segundos, e se desdobra em horas, e se faz dia.
Mas este também se multiplica, diversifica de tanto se repeitir, contabilizando em conjuntos de sete; e de sete em sete se faz conjuntos diversos que tornam mêses e, no primeiro aniversário, morre.
Morre para atividades vulgares, entretanto, continua vivo, útil, necessário, essencial para a renovação.
Mas, na verdade, tudo nåo passa de um. Um instante de segundo.
A eterna existência está atrelada ao primeiro instante.
E toda a natureza é acondicionada à inspiração do instante.
Louco, né?!

O tempo não tem forma, não tem idade, não envelhece, não tem movimento...
O tempo não existe. O que existe é o instante, aquele momento. O instante de luz que se repete.
Por isso, meus caros, respire. Este instante é único e é o teu momento. Viva!

Pode ser que não seja este momento de glória nem de paz, mas é um instante de luz, porque a vida é o mágico instante, a luz que não se apaga.

Feliz Ano Novo!

domingo, 16 de agosto de 2015

Eu quero acreditar

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Dizem que depois da tempestade vem a calmaria;
Eu quero acreditar, mas a vida é de uma turbulência que parece nunca ter fim.

Dizem que o céu é de verdade, Deus é justo e o paraíso existe;
Eu quero acreditar, mas os que sempre detêm o poder são obreiros satânicos, e a injustiça tem sido soberana, e o acesso ao paraíso me parece cada dia mais improvável e distante.

Será que no final seremos felizes? Quando?
Depois do nada que somos o mais seremos?
Podemos ser nada sem consciência do fomos e do que somos?
Depois de tornar-me pó o que me importa a vida?
Eu já a vivi, bem ou mal, sou passado.

Somos todos heróis medíocres;
_ Heróis porque vivemos _, sobrevivemos.
Á custa do que sobrevivemos, ainda?
Títulos, estrelas, licenças...
Doutores da morte.

Após tantas e tantas tragédias a vida ainda é vida, continua.
Insistentemente a vida continua; como que por vingança d’algum deus, continua.

Ah, você tem propósito!
Existe algo melhor do que o propósito de viver?
Então por que não conseguimos compartilhar o respeito desse direito de todos?
Ah, somos humanos?!
Eu quero acreditar.

Mas eu simplesmente não consigo!





domingo, 9 de agosto de 2015

Steve Vai




sábado, 1 de agosto de 2015

É Preciso Também não Ter Filosofia Nenhuma


Não basta abrir a janela 
Para ver os campos e o rio. 
Não é bastante não ser cego 
Para ver as árvores e as flores. 
É preciso também não ter filosofia nenhuma. 
Com filosofia não há árvores: há idéias apenas. 
Há só cada um de nós, como uma cave. 
Há só uma janela fechada, e todo o mundo lá fora; 
E um sonho do que se poderia ver se a janela se abrisse, 
Que nunca é o que se vê quando se abre a janela. 

Alberto Caeiro, in "Poemas Inconjuntos" 
Heterónimo de Fernando Pessoa 

domingo, 4 de janeiro de 2015

Dou-lhes o que querem


Cobram-me otimismo, eu lhes darei otimismo,
Falso otimismo.
Cobram-me mais alegria, eu lhes darei risos.
Até amor posso lhes dar,
Amor verdadeiro,
Porque amor falso não sobrevive por muito tempo.

Mas no seu egoísmo o mundo nem repara
Não lhes importa o certo e o errado, falso ou verdadeiro,
Se a joia é rara;
O que lhes interessa é receber o agrado
O qual acha que mereça
E corarem-se de glória dos pés à cabeça.

E se o mundo o agride com tanta demência
E se o falso supera a verdade com tanta eloquência
E se a dor apaga o riso
E se o mal supera o bem
E se o ódio invade o pensamento
E se o amor é sufocado, não importa;
O mundo já tem o que queria:
O falso brilho da joia imprópria.

Por que não posso ser triste?
Por que não devo estar insatisfeito?
Por que tenho de seguir protocolos, fingindo que está tudo bem e sou perfeito?
Por que você não pode ser você e eu não posso ser eu com nossos dons e nossos defeitos?

Por isso gosto do conforto do asilo da minha caverna
Só lá posso ser autêntico.
Nesse exílio escuro que tenta iluminar-se com a própria luz
É aonde encontro sentido para a força que me conduz.
Pra onde vou eu não sei, mas aqui não é o meu lugar.
Uma alma precisa ter direito a autenticidade,
Precisa do direito de ir e vir
E sonhar.
Quem sabe um dia...

Enquanto isso eu lhes dou o que querem:
Risos.


quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Ressaca de alegria


Apelidaram-me de estraga prazer. 
Já faz alguns anos, como reagi todo nervosinho, o apelido pegou. O motivo?
Por um longo período me fiz essa pergunta e, procurando respostas, cheguei à conclusão de que eles estão certos e eu, contudo, fiquei ainda mais chato. É que tenho a desagradável mania de falar a verdade e não ceder a opiniões se realmente os argumentos não forem relevantes e convincentes. É, defendo meu ponto de vista até o fim, às vezes, ou melhor, sempre pago caro por isso.
Dessa vez foi o bendito comentário sobre a alegria das festas de fim de ano. Que infeliz opinião a minha! Sabe, hora errada, lugar errado e com pessoas erradas; pessoas que se ofendem e são do contra só para se colocarem em destaque? Porém dizem que eu é que sou do contra. Compram, com o menosprezo dos outros, um lugar na primeira fila no espetáculo da amizade e pagam ou oferecem como alegria aos seus ídolos os defeitos dos outros, com piadas e puxa-saquismo. Bem aquele tipo: o chefe abre a boca e ele já ri. Nos ambientes corporativos isso até que é compreensivo. Mas nas festas de confraternização ou entre família?! Ah, dá um tempo, né!?
Ah, sim! Claro, eu conto; eu conto. O que aconteceu dessa vez foi o seguinte: Entre risos e abraços e beijos, a galera, a meu ver, disputavam quem era o mais querido. Nessa disputa pelo primeiro lugar contavam vantagem, uma piada, ou contavam um feito muito interessante _ extravagante, eu diria. Todos eram super-heróis, demais. Coitado de mim, eu sou um humilde observador, me sentindo perdido por saber que comparado a eles, sou nada especial. Mas alguém me intima, medindo-me rapidinho dos pés à cabeça, com certo desprezo, e me põem na roda.
_ Fala aí, meu, o que você acha?
_ Eu diria que podemos classificar certas datas como sendo o dia da falsa amizade. Todo mundo se abraça, se beija, diz o quanto admira e até que ama, mas não sustentam essa verdade nem por 24 horas. Aliás, no dia seguinte acordam com o espírito de ressaca. O coração dói, o arrependimento sangra o coração, e já evitam olhar nos olhos dos “amigos” de ontem. E pensam, com um nó na garganta: “Caramba! Eu abracei fulano; aquele idiota! Não suporto ele.”
É, eu sou mesmo um chato, um estraga prazer. Sou ou não sou? Mas, tudo bem; aprendo a conviver com isso.
E no Brasil, temos muitas datas que nos provoca ressaca de alegria: Confraternização, Natal, réveillon, carnaval...
Ah, só mais uma coisa, eu tive um amor e com ele eu esperava um fim de ano diferente. Não rolou. Será que por isso fiquei assim?
Mas e você, tá com essa cara por quê?

            Bom, de coração, Feliz Natal!

domingo, 7 de dezembro de 2014

Só para os íntimos





Um amor desfeito é uma esponja úmida:
Apaga a esperança
Descolore o mundo
Esconde o sol
Deixa tímido o sorriso.
Um amor desfeito apaga a vida.

Mas fica no ar  uma poeira que incomoda, como resíduos de giz, partículas vagando em vão, tremeluzindo, tentando se reconstituir para cumprir o compromisso de imprimir uma história.

As partículas que flutuam ao redor de mim, inflamando, irritando meus sentidos, nublando, anuviando-me os olhos, se juntas, têm o brilho mágico para recompor o colorido original da vida.

Mas não quero, não devo, não posso lamentar o ontem, o hoje, o que passou; esse instante, o que virá, e depois...

O agora é transição;
E nada melhor do que os fatos da vida em transição. Nada mais empolgante e atraente do que o movimento. O movimento é o que há de mais significativo nessa divina existência. Mover-se!...

Nada mais digno do que saber-se vivo _ mesmo que essa consciência se nos desperta de um amor indigno. Por isso, eu quero um amor verdadeiro.

Só mesmo o amor verdadeiro é capaz de levar o homem nas nuvens, entre as estrelas, no cimo do destino, na misteriosa escalada da vida.

Quero um amor verdadeiro.
Cansei de ser um mero doador, só eu sempre, a oferecer amor verdadeiro.
Todas as vezes que amei, ofereci amor verdadeiro;
Agora, quero um amor verdadeiro.

Existe sim, amor verdadeiro;
Todas as vezes que amei, foi amor verdadeiro.
Como será que é o amor verdadeiro?

Eu quero muito sentir o que sente aquele que recebe amor verdadeiro.
Às vezes penso, como seria bom um amor recíproco, de igual proporção, grandeza equivalente; um amor linkado direto, para download e upload, direto ao coração. Um amor assim, cliente/provedor, compartilhando intimidades. Um amor de salvação. Um assim é o que ofereço e espero na minha doce ilusão.

Isso exige responsabilidade, cuidado, porque o mundo é muito estranho.
O amor verdadeiro é algo meio complicado. É exigente. É uma mistura de não e sim na plenitude da sua liberdade de ser como é. Mas essa perfeição é nada ser além da simplicidade da sua perfeição de apenas existir. Exige exclusividade. E nessa prioridade exige-se que o seja proclamado e exaltado. Contudo exige sigilo. Que o seja compartilhado só para os íntimos. Por quê?

Ora! Por que! Os pastores são hostis e o amor é um cordeiro. O mundo adora sacrifícios. O amor é sempre ingênuo e puro _ uma bela oferenda. E eu lhes digo: Não há no mundo pessoa mais íntegra do que aquela capaz de oferecer amor verdadeiro. Ah!...



terça-feira, 11 de novembro de 2014

Janela

Nenhuma borboleta, azul ou branca, diante da janela.
Nenhuma rolinha no terreiro
Nenhuma fada, nenhum duende no quintal;
Nenhum quintal.




Até os monstros desapareceram.
As sombras nas paredes são apenas sombras
O chão não mais se abre como uma bocarra gigante debaixo dos pés, querendo engolir o mundo-menino à noite;
No entanto, vivo em queda livre num breu crescente e infinito.

Às vezes quero chorar...
Na verdade, às vezes choro.
Mas o pranto não são lágrimas nem pérolas.
Ora! O pranto deve ser algo que valha um tesouro ou um mistério. 
O pranto deve ser uma transição do nada para uma esperança.
_ Eis aí o caminho do império.

Choro. Ah, choro!
Mas choro apenas para lubrificar os olhos, já que o mundo,
_ o mundo iluminado, o mundo do homem _,
O mundo é cegante, reluzente, e a vida...
A vida é cega e usa óculos escuros.

Nenhuma borboleta diante da janela
Nenhuma janela, nenhum quintal;
Mas há um pássaro que canta na gaiola
E um horizonte, distante, para o imaginário.

Lá, aonde o sol descansa, hão de ouvir-se o canto.

domingo, 7 de setembro de 2014

Crepúsculo

Toquei nas ondas e o mar ficou agitado
Inalei a brisa e ela se transformou em ventania
Contemplei o sol até que o céu escurecesse.
Nada mais que um dia, um longo dia, é a vida.

Vem a escuridão e com sorte estrelas
Vem o friúme e com sorte aurora
Madrugada, início ou fim?
Outro dia...

Especial